A globalização é um fenômeno social que ocorre em escala global, consistindo na integração de caráter econômico, social, cultural e político entre diferentes países. Sua origem adveio de evoluções, principalmente nos meios de transporte e nas telecomunicações.
A integração mundial, trazida pelo processo de globalização, foi propiciada por dois fatores: pelas inovações tecnológicas nas telecomunicações e na informática e pelo incremento no fluxo comercial mundial.
Portanto, o processo de globalização estreitou as relações comerciais entre os países e empresas. E para que as relações comerciais pudessem acontecer de forma satisfatória e na velocidade exigida, se fez e se faz necessária a capacitação dos recursos humanos, a fim de que estes possam atender às novas demandas trazidas pela globalização.
Assim, a capacitação/atualização contínua de profissionais dos mais distintos segmentos e áreas de atuação é essencial para que profissionais e empresas possam enfrentar os sucessivos avanços tecnológicos e o crescente incremento do fluxo comercial mundial.
Nas Indústrias de Mineração, Petróleo & Gás, Energia, Construção Civil, Engenharia e Infra-Estrutura, o cenário mercadológico não é diferente e o treinamento contínuo de seus profissionais é ferramenta estratégica para a produção de resultados cada vez mais significativos nas organizações. Veja a seguir:
A história da mineração remete aos tempos em que as primeiras atividades humanas, como a agricultura e a escrita, se desenvolviam. Com o passar do tempo, as atividades se tornaram mais complexas e já não bastou, aos ancestrais da civilização moderna, conceber utensílios para a caça, pesca e plantio sem materiais que fossem mais duradouros e resistentes.
Os egípcios são o maior exemplo da antiguidade na área da mineração: suas famosas pirâmides jamais teriam sido construídas sem que fossem escolhidas e talhadas, do seio da terra, as rochas que se tornariam monumentos ao longo dos séculos perpetuados perante os olhos da humanidade.
No decorrer da história, os mineiros, profissionais que lidam com o trabalho de extração de minérios em diversas partes do mundo, se multiplicaram na mesma proporção que o nascimento das diferentes nações. Com a invenção da dinamite no século XIX, o beneficiamento de minérios tornou-se mais viável para a produção em massa. Desde então, toneladas de rochas e metais são produzidas e analisadas diariamente para atender ao consumo do progresso que não cessa.
O mineral-negócio tornou-se base de sustentação para diversas economias do mundo. Do ferro ao diamante, os minerais são utilizados na indústria de transformação e são matéria-prima de produtos que fogem à imaginação, presentes desde a fuselagem de helicópteros até equipamentos para computadores.
O Brasil é um dos maiores produtores de minério do mundo e a produção cresce cerca de 10% ao ano.
Com demanda em alta, os negócios seguem rumo à especialização e dinamização do setor. Eventos especializados são promovidos para consolidar parcerias e trazer inovações tecnológicas em benefício da produção e de uma proximidade maior com a sociedade, fator indispensável ao crescimento da economia nacional e mundial.
Assim, se fazem necessários a capacitação e aperfeiçoamento constante de todos os profissionais inseridos nesta indústria, de modo a poder atender a crescentes e constantes mudanças tecnológicas e a novos Empreendimentos e/ou Projetos a nível globalizado.
INDÚSTRIA DE PETRÓLEO & GÁS
A Indústria do Petróleo & Gás possui uma grande importância no cenário econômico mundial, sendo essencial para o desenvolvimento sócio-econômico do Brasil.
O petróleo é ainda considerado o principal combustível e é insumo para a produção de diversos produtos industriais, tais como a borracha, solventes, fertilizantes, etc.
O gás natural, por sua vez, é uma fonte de energia limpa que está ganhando, cada vez mais, espaço como combustível, principalmente industrial.
Segundo o Balanço Energético de 2007, realizado pelo Ministério de Minas e Energia, com base nos dados do ano de 2006, o petróleo e o gás natural representam juntos 47,3% da matriz energética brasileira.
Estima-se que, até 2030, haja um aumento de cerca de 90% na demanda de cada brasileiro por tonelada equivalente de petróleo (TEP) ao ano, ou seja, a demanda que hoje representa 1,2 TEP por ano aumentaria para 2,3 TEP por ano.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a produção de petróleo no Brasil saltou de 306 milhões de barris em 1997 para 629 milhões de barris em 2006 e a produção de gás natural de 9,8 bilhões de m3 para 17,7 bilhões de m3.
Ainda segundo a ANP, a participação do setor de Petróleo & Gás no PIB brasileiro passou de 2,75% em 1997 para 10,5% em 2005. Em 10 anos, houve um crescimento de 350% da indústria brasileira de Petróleo & Gás e a previsão de investimentos no setor até 2010 é de US$30,7 bilhões.
Hoje, existem 60 grupos atuando da exploração e produção de petróleo e gás no Brasil, sendo 28 grupos estrangeiros.
Nos últimos anos, a demanda mundial por energia vem crescendo fortemente, alimentada pelo vigoroso crescimento econômico mundial. Após um crescimento médio de 1,54% ao ano, durante o período 1992-2002, a demanda mundial aumentou 1,93% em 2003 e 3,7% em 2004.
A este histórico de crescimento, somam-se previsões. Estimativas do Departamento de Energia dos Estados Unidos e da Agência Internacional de Energia (IEA) prevêem um aumento de cerca de 55% no consumo mundial de
energia até 2030.
Para ajustar-se às exigências de redução da emissão de poluentes determinada pelo Protocolo de Kyoto, os países mais industrializados já estão colocando em marcha programas com o objetivo de substituir a geração termelétrica a partir de combustíveis fósseis, considerada umas das principais fontes de gases causadores do efeito estufa, por fontes renováveis e limpas de energia.
Até 2050, o número de usinas termelétricas a gás natural - cujas emissões são inferiores às proporcionadas por outros combustíveis fósseis - e a participação das usinas nucleares serão triplicados.
Mas, em termos globais, é previsto um cenário em que os combustíveis fósseis, petróleo, carvão e gás natural perderão espaço, mas não deixarão de ser importantes. Ao mesmo tempo, as pressões em relação à redução das emissões de gases de efeito estufa vão obrigar governos e empresas a combinarem diferentes fontes de energia.
As chamadas fontes alternativas, como energia eólica, fotovoltaica e geotérmica, estão ganhando espaço, e também a geração nuclear está crescendo, por ser livre de emissões de CO2 - apesar das polêmicas envolvendo o destino do lixo radioativo.
INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL, ENGENHARIA & INFRA-ESTRUTURA
O setor industrial está correndo, à plena carga, para aumentar sua capacidade produtiva e deverá provocar um surto de construção de novas fábricas em todo o Brasil. Cerca de 15% a 20% dos investimentos feitos em expansão da produção, que somam bilhões, são consumidos em obras civis.
As cifras impressionam. No ano de 2009, a expansão prevista da capacidade instalada das indústrias no Brasil foi de 11%; para o triênio 2008-2010, esse índice chega a 22% - percentuais recordes registrados nos últimos cinco anos.
Apenas o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) irá desembolsar R$ 70 bilhões prioritariamente na ampliação dos setores de infra-estrutura e indústria brasileiros. Está havendo um boom de investimentos no Brasil, motivado pelo ritmo do crescimento e massa de rendimento da construção industrial.
Os principais setores produtivos que estão aquecendo o segmento de obras industriais no Brasil são siderurgia, mineração, indústria automotiva, incluindo a de autopeças, papel e celulose e a cadeia da construção civil. Outros setores que se destacam são as indústrias alimentícias, farmacêuticas e de cosméticos. Há ainda os investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e de toda a infra-estrutura necessária para a Copa de 2014.